domingo, 15 de maio de 2011

Eike


Este rapaz simpático é o Eike, ele é muito sortudo, pode-se dizer que ele ganhou na loteria, pois a vida que ele tem hoje é incomparável ao que ele tinha antes do destino colocá-lo no caminho de sua família atual.
O Eike foi encontrado na rua no final de novembro do ano passado, e ele estava com cinomose, aquela doença terrível que quando não mata, deixa uma série de sequelas.
No começo ele estava bem magro, cambaleante e com mioclonia (os tremores na cabeça, patas, boca...), e o andar cambaleante foi piorando com o passar do tempo, até que evoluiu à tetraparesia.
Quando atendi o Eike pela primeira vez, ele tinha apresentado uma pequena melhora com os medicamentos, mas ainda não conseguia nem se sentar, as patas de trás não se mexiam e a pouca força que ele tinha nas patas da frente ainda era insuficiente para se arrastar.
O Eike fez acupuntura, tomou fitoterapia chinesa, levou choquinho (eletroacupuntura) e respondeu muito bem ao tratamento. A cada sessão ele vinha apresentando melhora, e na sexta sessão, um mês após o início do tratamento, ele começou a caminhar com ajuda. Mais um mês depois, ele já estava conseguindo andar sozinho.
Hoje ele corre, pula, fica em pé só com as patas de trás, está irreconhecível.
Ainda mantemos sessões quinzenais para garantir o bem-estar desse amiguinho, mas tudo indica que logo logo estará recebendo alta.
O carinho e a dedicação de suas donas e seu companheiro Lipe ( o Lipe também é um cão e ele trocava a toalha que o Eike encharcava de xixi!) foram fundamentais para a sua recuperação e ele demonstra no olhar que é um cãozinho muito amado e feliz.

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Gauss


Este é o Gauss, um poodle muito guerreiro.

Ele já tinha passado por uma cirurgia por causa de cálculo na bexiga e, como se não bastasse, na mesma época começou a apresentar dor no pescoço e a caminhar com dificuldade, quando descobriram que ele tinha também problema de disco intervertebral na região cervical e vários bicos de papagaio pela coluna.

Com os medicamentos, ele até começou a melhorar. Mas infelizmente, voltou a piorar e quando fui atendê-lo pela primeira vez ele estava tetraplégico.

O tratamento recomendado inicialmente foi a cirurgia, mas a família do Gauss relutou e decidiram poupá-lo de mais uma cirurgia e então tentar a recuperação tratando com acupuntura.

Após a primeira sessão ele começou a se arrastar usando as patas da frente, mas a parir daí a recuperação do Gauss foi relativamente lenta. As sessões eram super difíceis, pois o Gauss não gosta muito de ser manipulado e era frequente se revoltar, até já levamos umas mordidas dele. O cirurgião conversou novamente sobre a cirurgia, mas o Guass tinha muita força de vontade e os seus "pais" estavam determinados em vê-lo recuperado com a acupuntura e foram persistentes. Chegou num momento em que eu mesma comecei a ficar preocupada se o Gauss realmente voltaria a andar.

Depois de 6 sessões, finalmente um sinal de que estava valendo a pena: o Gaus começou a controlar a micção. Dali mais 6 sessões, mais esperança: ele começou a se levantar sozinho e conseguia dar uns 2 passos! A partir daí, os passos foram aumentando, passou a andar pela casa inteira, e hoje ele até arrisca uns pulinhos com as patas de trás.

O Gauss é um grande exemplo de determinação e persistência. Ele é mito forte, colaborou muito, mas certamente se pertencesse a uma outra família, seu destino poderia ter tomado outro rumo. Hoje nos encontramos uma vez por mês para uma "manutenção" e ele está muito bem, não dá pra dizer que ele já esteve tetraplégico.

No final do tratamento ele mudou de visual, por isso parece que são dois cães diferentes, mas é o Gauss mesmo. É só reparar no olhar e no excesso de gostosura que continuam iguais.

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domingo, 10 de abril de 2011

Mel




Esta é a Mel, uma doçura de Border Collie como o próprio nome diz.

A mãe da Mel tinha planos de colocá-la numa escolinha de agility mas desde novinha a Mel vinha reclamando de dor na região do quadril, andando torta, com dificuldade de se levantar e nunca conseguia se deitar de barriga pra cima com as pernas abertas.

Ao fazer o raio-x, constatou-se que ela tinha displasia coxo-femoral severa nas duas patas traseiras, e por isso ela tinha tanta dor e os movimentos tão limitados.

Fizemos uma sessão de acupuntura e o resultado pôde ser observado imediatamente. Ela começou a caminhar sem dificuldade, até a carinha dela mudou, pois seu olhar dizia que estava sem dor e feliz por poder brincar.

Por ser muito novinha e esse problema exigir acupuntura pelo rsto da vida e com regularidade, optamos pelo implante de ouro, pois assim ela teria um resultado igual ao que teria com sessões diárias de acupuntura.

O implante está funcionando tão bem, que ela está fazendo coisas que nunca tinha feito, como ficr pulando.

A mãe, a vó, o pai, todo mundo está super feliz, pois agora finalmente a Mel pode ter uma vida normal, digna de uma Border Collie.

Agora que ela está se exercitando bastante, a musculatura da Mel vai ganhar mais massa, e com isso pode ser (não é certeza) que alguns pontinhos de ouro acabem saindo do ponto e aí voltar a apresentar sintomas. Mas se isso de fato vier a acontecer, vai demorar e aí é só refazer o implante que ela continuará feliz e saltitante por muitos anos.

sábado, 9 de abril de 2011

Suli




Esta garotinha é a Suli. Muito lindinha, mas acreditem, o que tem de fofura tem de braveza também.

A Suli foi mais uma vítima daquela doença cruel, a cinomose. No começo foi tratada como problema na coluna, mas depois do diagnóstico correto foi devidamente tratada para eliminar o vírus e só depois veio fazer acupuntura, a fim de tratar a sequela.

Quando vi a Suli pela primeira vez ela estava tetraplégica, completamente incapaz de coordenar seus movimentos e não conseguia nem se arrastar. Além disso, tinha dificuldade para apreender comida, engolir, seu latido tinha ficado bem mais fraco e rouco, não estava dormindo bem à noite e frequentemente ficava com a boca com tiques (mioclonia).

Na segunda sessão a sua famíla já veio mais animda, contando que ela tinha conseguido ficar em pé uma vez. Para quem nem se arrastava, foi uma grande evolução em tão pouco tempo. Nesse mesmo dia ela começou a tomar fitoterapia.

A partir daí, a Suli foi só melhorando: começou a caminhar caindo pra um lado, depois passou a ter mais força nas patas de trás e conseguindo se agachar, passou a dormir bem, seu latido voltou ao normal, ficou com a mastigação perfeita, e até pulando só com a as patas de trás…

Na sétima sessão ela recebeu alta, pois ficou bem mesmo fazendo sessões com intervalo de um mês e suspendendo o fitoterápico.

A recuperação rápida da Suli surpreendeu não somente a seus familiares e os vizinhos, como também à veterinária que cuida dela e até mesmo a mim. O caso dela foi tão legal que levamos um trabalho sobre seu tratamento no último Simpósio de Neurologia Veterinária para todo mundo ver que animais com cinomose têm chance de sobreviver e seguir uma vida com qualidade.

Hoje, quem vê a Suli não diz que ela passou por tudo aquilo, pois está levando uma vida completamente normal.

Sabemos que há muitos cachorrinhos com cinomose ou com sequela de cinomose por aí. Minha esperança é que muitos deles recebam a mesma chance que a Suli teve e possam voltar a ter uma vida feliz.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Bidu





Esta "pantera negra"é o Bidu, um gatinho muito simpático, e que vale ouro (vocês vão entender no final).

Ele tem uma vida muito feliz, pois é muito amado e bem cuidado, na primeira vez que cheguei para atendê-lo já pude notar que ele é o xodozinho da casa.

O Bidu tem artrose nas articulações coxo-femoral, e isso vinha incomodando há 3 ou 4 anos, fazendo-o caminhar com dificuldade, meio travado, e sempre que esfriava, a dor piorava. Assim, ele ficava sem caminhar muito, e há algum tempo, o pessoal estava deixando o Bidu em cima do sofá ao dar uma saidinha, e quando voltavam, lá estava ele, do jeito que deixaram.

Começamos a tratá-lo com acupuntura, fitoterapia chinesa, massagem com moxa e ele foi melhorando aos poucos, mostrando mais mobilidade, até que um certo dia, mais ou menos entre a 5a e 6a sessão, o pessoal chegou em casa e o Bidu não estava em cima do sofá, como tinham deixado. Para surpresa de todos, ele tinha subido 2 lances de escadas e pulado sobre a cama, sozinho, sem ajuda de ninguém, pois suas irmãs caninas estavam todas pro lado de fora.

Ficamos muito felizes e empolgados com isso, pois apesar das resmungadas e bufadas, o Bidu estava melhorando. E como! Pois pra quem se deslocava com dificuldade sobre um pequeno quadrado sobre o tapete, subir 2 lances de escadas era algo praticamente impossível.

Não sei se a tradução correta seria "oba, adoro!"ou seria "não deixem ela entrar!", mas toda vez que ele escuta alguém falar no meu nome ou que alguém está ficando rica, ele interage dizendo "meooouuuu". Testamos com outros nomes, mas certificamos que o negócio é pessoal mesmo.

Como a acupuntura faz muito bem pro Bidu mas a manipulação estava sendo um pouco estressante, optamos pelo implante de ouro, que consiste em inserir pequenos pontinhos de ouro nos pontos de acupuntura, que então agirão como se ele estivesse fazendo acupuntura todos os dias, a todo momento. Por isso, se um dia encontrarem um gato preto sendo penhorado, não estranhem, pode ser o Bidu.


Joca




Este é o Joca, como podem observar em sua expressão, ele é um cãozinho do barulho!

Tanto que a primeira vez que ele teve problema de coluna aconteceu ao correr por uma rampa, tentando pegar um gato.

Por sorte, ele não chegou a ter comprometimento dos movimentos, mas se paralisava de tanta dor. Aí tomava medicamentos e melhorava. Daí, parava de tomar e voltava a dor...

Cansados de vê-lo sofrer, resolveram fazer acupuntura.

A primeira sessão foi um trauma. Pra ele, por medo de mim e não querer ser tocado, e pra mim, por quase ficar surda com seus gritos.

Mas no decorrer das sessões fomos nos entendendo e conseguindo colocar as agulhas e ele foi melhorando, melhorando, e voltou a correr e pular como quem quer tirar o atraso.

Eu esperava receber umas lambidinhas de agradecimento do Joca, mas tudo que ele faz é chorar e se agarrar no seu dono, como quem diz "Por favor, papai! Não deixe essa louca me encostar, ela é capaz de me matar!"

Mas no fundo, bem lá no fundo ele sabe que eu o ajudei. E ele tendo má impressão de mim ou não, fico feliz em vê-lo correndo por tudo, sem limitações, sem ter que parar pra reclamar de dores.

Van Gogh




Este é o Van Gogh, um gatão tranquilo, lindo, super sociável, que conquistou todo mundo enquanto esteve internado na clínica.

Ele estava com insuficiência renal desde outubro, e sua creatinina chegou a 18,0 quando deveria ser no máximo 1,6. Com o internamento e as terapias com muito soro e medicamentos, e principalmente muito carinho, caiu pra 5,0 mas começou a aumentar novamente e ele estava emagrecendo muito rápido, pois não queria comer mais nada e às vezes vomitava.

Quando já tinha sido feito de tudo e estava quase sem esperanças, sua mãezinha me ligou perguntando sobre os benefícios que a acupuntura poderia oferecer ao Van Gogh.
Expliquei e resolvemos tentar, juntando acupuntura e fitoterapia chinesa, mantendo a hidratação com soro.

O Van Gogh é muito bonzinho, colabora muito, e isso facilita muito o tratamento. Deixa colocar agulha em todos os pontos sem reclamar, e sempre ronrona, quase caindo no sono.

Na terceira sessão recebi a deliciosa notícia de que ele tinha comido desde a noite anterior, e desde então ele continua se alimentando. Até a moça da clínica que cuidou dele durante ointernamento se surpreendeu com o apetite dele. E nas últimas sessões notamos que ele está até ganhando peso, voltando a ficar rechonchudo.

Iniciamos o tratamento com sessões diárias e agora estamos nos vendo uma vez por semana e ele continua muito bem, estamos todos torcendo para que ele continue bem por muito tempo.